Descubra as diferenças entre as startups europeias e americanas

Em 2 months ago

As empresas tecnológicas europeias sofreram durante algum tempo de um complexo de inferioridade em relação ao emblemático centro de inovação situado em Silicon Valley, na cidade de São Francisco.

No entanto, empresas como a Spotify ou Skype mostram bem o potencial das startups europeias que são possuidoras de características que ainda podem ser ampliadas. Só a Suécia é o país responsável pelo maior número de startups, ou seja, cerca de dois milhões.

Diferenças culturais

Os europeus são claramente mais cautelosos e, em consequência, têm uma relação diferente face ao risco. Para os investidores e inovadores americanos, falhar um projeto não tem o mesmo peso que para os europeus. É apenas uma oportunidade de aprendizagem, um passo num percurso maior. Já na Europa, quanto maior for o risco, mais difícil será que uma startup consiga financiamento.

Mais resistentes às flutuações do mercado

A adoção de uma atitude cautelosa acaba por ter efeitos benéficos para as empresas europeias. Estas startups são mais resistentes quando existem flutuações no mercado. Os investidores despedem menos valor e menos vezes nas empresas não europeias, o que significa que esses projetos têm menos tempo para se afirmar

Se as empresas não atingem os objectivos definidos, são descontinuadas numa fase inicial. As que conseguiram atingir bons resultados numa primeira fase, são em geral bastante fortes. Por outro lado, existem startups que necessitam de mais tempo para crescer.

Tempo para aprender com o mercado

É imprescindível aprender com a experiência prática corrigindo a trajetória inicial. Para isso é necessário tempo e investimento, sem os quais as empresas não conseguem corrigir os aspetos negativos, o que acontece com mais frequência em Silicon Valley.

Na segunda parte deste artigo, continuamos a analisar as principais diferenças entre as startups americanas e europeias.