As mulheres empresárias têm mais preocupações sociais?

Em 1 year ago

Várias empresas foram criadas na última década por mulheres. Destas, a maioria tem como caraterística comum a responsabilidade social. Inicialmente, postulou-se que as mulheres teriam mais preocupações sociais do que os colegas masculinos. 

Recentemente começou a ser colocada a possibilidade de que as diferenças no acesso a financiamento estivessem na origem desta distinção.

O impacto social atrai financiamento?

A maioria destas empreendedoras apenas teve acesso a financiamento apresentando propostas com um forte impacto social. Esta característica terá permitido que estes projetos saíssem do papel, enquanto negócios mais tradicionais terão ficado pelo caminho.

Um estudo realizado junto de uma incubadora de startups permitiu demonstrar que existia uma clara discrepância no tratamento dos projetos, de acordo com o género do promotor. A média de todos os projetos iniciados por mulheres teve uma avaliação pior, excepto quando era dado destaque ao impacto social.

Mitigar os efeitos da discriminação de género.

Nesses casos, o impacto do preconceito era mitigado. Os avaliadores ignoraram o género dos promotores sempre que a responsabilidade social estivesse presente nos projetos. Num segundo estudo, os mesmos autores realizaram duas experiências com situações de pitching. Na primeira, tanto mulheres como homens apresentavam uma ideia para um negócio puramente comercial. Na segunda, a apresentação já desenvolvia a responsabilidade social do projeto.

A versão puramente comercial foi sempre avaliada como melhor quando apresentada por um homem, enquanto que a versão com impacto social foi avaliada de forma positiva em ambos os sexos.

Resultados de pesquisas anteriores.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que as mulheres, para serem vistas como competentes, teriam de mostrar afetividade. Os homens, mesmo que demonstrassem poucas competências afetivas, não seriam questionados quanto à sua competência.

Independentemente da tipologia de projeto dinamizado por mulheres, há soluções úteis que poderão acelerar o progresso da sua startup, sem mais barreiras. A Sage tem várias soluções de faturação adequadas a projetos que dão os seus primeiros passos, a pensar em startups que desejam manter a mobilidade.

Em conclusão, podemos dizer que o preconceito de género ainda constitui um travão no desenvolvimento de projetos. A solução para este problema não passa pela adoção do impacto social de forma indiscriminada em todos os projetos, correndo o risco de se estar a reforçar estes preconceitos.

Combater a discriminação passa por confrontar a existência destes preconceitos em todos os stakeholders envolvidos, sejam empreendedores, investidores ou outros. É necessária uma tomada de consciência transversal em toda a sociedade face aos preconceitos de género.