Medo de arriscar

Em 4 years ago
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Sejam desportistas ou empreendedores, o medo pode desempenhar um papel-chave no vosso progresso, diz o atleta Roger Black. “O medo, especialmente no desporto, é um grande motivador. Quando se espera atrás da linha e se sente o coração quase a saltar, esse é um medo positivo e pode controlá-lo.”

Roger e o seu sócio, Steve Backley, também atleta olímpico, dirigem a BackleyBlack, uma consultora de formação e desenvolvimento. “Tudo o que fazemos na empresa implica transferir a experiência que temos enquanto desportistas de alto rendimento para o negócio.”

Embora o medo possa motivar-vos, não deverá ser a principal fonte de motivação, diz. “É bom sentir algum receio no negócio, significa que não está satisfeito consigo mesmo. Mas há que equilibrar o medo de errar com a necessidade de ter sucesso.”

Uma mentalidade positiva é crucial para qualquer empreendedor, diz Roger. “Pode ter todo o talento do mundo, mas se tem a atitude errada, não vai ter êxito. Começar um negócio não é fácil. Muita gente quer ser o seu próprio chefe, mas ter uma empresa própria requer uma disposição mental muito diferente da de ser empregado. Não se trabalham as horas normais e é preciso estar ligado o tempo todo.”

Para Roger, criar a sua própria empresa foi “canja”. “Não me podia imaginar a trabalhar para outra pessoa por causa do meu carácter. Gosto de estar no comando, mas nem toda a gente tem de ser assim.”

Se estão a pensar em abrir a vossa própria empresa têm de planificar e prepararem-se, diz Roger. “Aprender, aprender e aprender antes de tomar qualquer passo”, afirma.

Roger recomenda que qualquer empreendedor em crescimento fale com duas pessoas antes de avançar: com alguém que tenha tido êxito e com alguém a quem não tenha corrido bem. “O sucesso deixa pistas. A maioria gosta de falar sobre as suas vivências e criará uma ideia clara de como são as coisas. Nós consultamos mentores. Pode estar muito centrado no que está a fazer e, às vezes, faz bem que alguém questione a sua estratégia.”

Após terem feito os “trabalhos-de-casa” têm de actuar. “Pode ser perigoso analisar demasiado. Afinal, é preciso começar a caminhar. No atletismo havia sempre “fanfarrões” que tinham grandes desempenhos nos treinos, mas vencíamo-los nas provas oficiais.”