Porque continuamos a ter poucas mulheres em lugares de chefia?

Em 2 months ago
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O mundo mudou muito nos últimos 100 anos para as mulheres, apesar de todas as mudanças devemos reconhecer que as mulheres continuam a não chegar ao topo das carreiras.

Em 190 chefes de estado, apenas 9 chefes de estado são mulheres e os parlamentos têm apenas cerca de 13% de mulheres representantes. Em lugares cimeiros em empresas e na industria, apenas 16% são mulheres, e em ONG apenas chegam ao 20%. Estes números permanecem inalterados desde 2002, e observa-se um agravamento desta desigualdade, em vez de uma evolução positiva.

Permanecer no mercado de trabalho.

Algumas da mulheres com acesso a melhor educação, por vezes oriundas de famílias estabelecidas no mundo dos negócios tendem a desistir da sua presença no mercado de trabalho. O motivo está quase sempre relacionado com a maternidade e basta considerarmos que  2/3 dos gestores de topo têm filhos, enquanto apenas 1/3 das mulheres em lugares de chefia têm filhos.

Existe uma tendência para as mulheres serem demasiados auto-críticas, para não reconhecerem o seu valor. Raramente negoceiam aumentos ou lutam por promoções. Estudos indicam que passados dois anos de inserção no mercado de trabalho, cerca de 57% dos homens tentam negociar uma aumento salarial, em contraste com apenas 7% das mulheres.

Este abandono do trabalho mais comum em sociedades em que um salário é suficiente para suprir as necessidades, acaba por ser uma das explicações para a estagnação dos últimos 20 anos.

Ambição vista como arrogancia.

Os homens em geral atribuem o sucesso a si próprios, enquanto as mulheres valorizam a conjuntura, fatores externos, trabalho árduo ou mesmo sorte. Enquanto esta postura não mudar, será muito difícil que o talento e qualidade do trabalho das mulheres passe a ser plenamente reconhecido.

Não basta uma mudança de atitude das mulheres, a ambição ou mesmo mulheres que sejam mais afirmativas, são em geral vistas como pouco simpáticas e arrogantes. A sociedade penaliza as mulheres que demonstram um comportamento tão competitivo quanto o dos seus colegas de sexo masculino.

A família como uma real parceria.

As mulheres continuam sobrecarregadas em relação aos seus esposos, com mais tarefas domésticas e passam bastante mais tempo a cuidar dos filhos. Como tal, perante a pressão, são quase sempre elas a ficar em casa e a desistirem da carreira. Esta situação tem efeitos não só no mercado de trabalho, casais com menor divisão de tarefas têm número mais elevados de divorcio.

Outra situação, é que por vezes as mulheres em antecipação do projeto de maternidade, começam a estar menos empenhadas e envolvidas na vida da empresa. A ausência por licença de maternidade, somada ao que é por vezes um estado de menor empenhamento na vida da empresa, pode gerar uma situação profissional pouco motivadora para regressar. Perder promoções que entretanto são entregues a colegas, e uma sensação geral de estagnação, não promove um regresso com empenho renovado.

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